Biópsia Hepática

Procedimentos invasivos como a biópsia hepática exigem uma equipe preparada e equipamentos de qualidade para garantir a sua segurança. O IGM conta com estrutura moderna e profissionais com excelente formação prontos para atendê-lo. Agende a sua biópsia hepática no IGM!

Ligue: (62) 3998-9151.

  • O que é biópsia hepática?

    A biópsia hepática é um procedimento invasivo que permite a obtenção de uma amostra de tecido do fígado para análise. Esta análise é útil no diagnóstico de doenças como a esteato-hepatite não alcoólica e a cirrose biliar primária, na avaliação da gravidade das hepatites virais e no acompanhamento da atividade de doenças como a hepatite autoimune.

  • O que devo fazer antes da biópsia hepática?

    Para a realização da biópsia hepática, é necessário jejum de 4 a 8 horas, conforme orientação de seu médico.

  • O que mais preciso fazer?

    • Não fume e nem tome bebidas alcoólicas na véspera e no dia do exame;
    • Venha acompanhado por pessoa maior de idade, caso contrário, o exame não poderá ser realizado;
    • Não se esqueça dos documentos necessários para cadastro (RG, CPF) e carteirinha do convênio (casa haja);
    • Você não poderá dirigir carro, andar de moto (mesmo como garupa) ou operar máquinas após o exame. Caso precise, forneceremos atestado médico para o dia;
    • É necessário repouso relativo durante 7 dias após a biópsia hepática. Neste período, você não poderá fazer atividade física intensa como carregar peso, correr ou ir à academia.

  • Posso tomar minhas medicações habituais antes da biópsia hepática?

    A maioria dos remédios podem ser tomados normalmente até uma hora antes do procedimento. 

    Em caso de remédios que afetem a coagulação (AAS, Aspirina, Plavix, Clopidogrel, Pradaxa, Xarelto, Marevam, Marcoumar), você deve consultar seu médico assistente para suspendê-los alguns dias antes do procedimento. A biópsia hepática não pode ser feita em pessoas em uso destas medicações devido ao risco de sangramento.

    Remédios que contenham antiinflamatórios (diclofenaco, nimesulida, naproxeno, ibuprofeno, Voltaren®, Cataflan®, Nisulid®, Tandrilax®, Torsilax®) também não podem ser tomados na semana anterior à biópsia.

  • O que acontece durante a biópsia hepática?

    • A biópsia é feita após a marcação do melhor ponto para a punção (na maioria das vezes entre as costelas) através de um aparelho de ultrassom;
    • Será puncionada uma veia para administração de medicamentos sedativos e analgésicos (midazolam e fentanil) que farão você ficar sonolento e ajudarão a diminuir a dor que você poderá sentir;
    • O procedimento é realizado com o paciente deitado com a barriga para cima e com o braço direito posicionado atrás da cabeça;
    • Será feita limpeza e antissepsia da pele e colocação de campos estéreis para prevenir infecções no local da biópsia;
    • É realizada anestesia local com lidocaína e, após, um pequeno corte na pele (em torno de 1,0 cm);
    • A agulha de biópsia é então introduzida através deste corte para obtenção da amostra de tecido do fígado;
    • Podem ser necessárias de uma a três introduções da agulha para conseguir a quantidade de amostra necessária para análise;
    • Depois de realizada a biópsia, você deverá ficar deitado para o lado direito por 2 horas e, depois, mais uma a duas horas deitado para qualquer lado;
    • Nas primeiras horas, sua pressão arterial e frequência cardíaca serão medidas periodicamente;
    • Após o período de repouso (3 a 4 horas), você será liberado pelo médico com as orientações necessárias.

  • Quais os riscos da biópsia hepática?

    A biópsia hepática é um procedimento seguro, com baixo risco de complicações. A complicação mais comum é a dor no local da punção, que pode ocorrer em 20 a 80% dos casos, na maioria das vezes leve. Normalmente, a dor é controlada com analgésicos endovenosos. A dor da biópsia hepática também pode ser referida no ombro direito.

    Há um pequeno risco de sangramento após a biópsia hepática. Este risco é de cerca 1 a cada 500 biópsias realizadas. Sangramentos mais graves podem ocorrer em 1 a cada 2.500 biópsias e podem levar à necessidade de transfusões de sangue, intervenções radiológicas e/ou cirurgia para controle do sangramento. Na maioria dos casos, o sangramento ocorre nas primeiras horas após a biópsia, mas existem relatos de sangramento tardio (até 1 semana após o procedimento).

    Outra rara complicação da biópsia hepática é a punção de outras vísceras (vesícula biliar, rim, pulmão), cujo risco é minimizado pela marcação do ponto de biópsia por ultrassonografia.

    Devido a estas complicações, a biópsia hepática possui uma mortalidade de 1 a cada 10.000 procedimentos, sendo o risco maior em pacientes biopsiados por suspeita de tumor (câncer).